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:: fevereiro 13, 2005 ::

PESO DO NADA (eliane stoducto)
Sou formada por ausências solitude, abstinências que muitas vezes esmagam os gritos do meu silêncio
Sou feita de mil querenças anseios e transparências que muitas vezes emergem com a voragem de um tufão
Sou fruta verde-madura um travo de fel-doçura aguardente que se traga
sigo cerzindo essa teia segurando em minhas veias todo o peso deste nada
dito por li stoducto
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:: fevereiro 11, 2005 ::

A CASA TOMADA
(CAlex Fagundes)
Já não atendes o telefone de casa. Já não consegues dar um passo se quer. Já não podes nem ficar calada Tens que explicar e dizer o que é.
Tu dividiste a tua morada, Tu acolheste pensando, o melhor E agora te percebes tomada, separada de ti, ou pior.
Hoje tudo, quase, te incrimina, Já não podes nem mesmo sonhar Que tem sempre alguém na espreita E tu vives em fuga no teu próprio ser.
dito por li stoducto
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:: fevereiro 04, 2005 ::
ABRI AS PORTAS...
(eliane stoducto)
Abri as portas
Abri o peito
Abri as pernas
Abri os braços
Perdi o tempo
Perdi o afeto
Perdi o gosto
Perdi o tato
E comprei tranca
Com cadeado
Vidro blindado
Porta de aço
dito por li stoducto
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:: fevereiro 02, 2005 ::
COLCHA DE RETALHOS
(eliane stoducto)
A felicidade é uma colcha de retalhos
que eu vou costurando devagar
tecendo-a com as linhas das tristezas,
dos risos e das lágrimas do olhar
dito por li stoducto
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