em desa LI nho



 

Palhaça

 

O tempo passa

e eu,

palhaça,

no circo maldito

choro risos



E li ane Stoducto

 

 



 



meus outros blogs

 

palavras tortas
mundodelirante



 

participando de

 

collectanea
papo de botequim
 

 

 

 

selecione

 

 
>

 

 

na poesia


 
alfabeto (márcia maia)
algumas viagens (tucassunção)
avesso do avesso (cesar)
Aurora Boreal (cidoka)
cotidiano (lia noronha)
Da busca (fabio rocha)
Desencontrados Ventos (adair)
Dôra Limeira
Erros de Semântica (mauro lima)
Fala Poética (nel meirelles)
folha de cima (rogerio santos)
Imagens e Palavras (meg)
imaginário eixo (esther)
inthemeadow (silvia chueire)
la vie en blues (felipe k)
linha de cabotagem (helena monteiro)
mizu no oto (Eiichi)
mudança de ventos (marcia maia)
nalu, ana & luciana (nálu nogueira)
Nocturno com gatos (soledade)
Noites em claro (benno asmann)
ouro d'Amina (amina ruthar)
Poesia sim (lau siqueira)
Poros e cendais (antoniel campos)
Porto do acaso (ana sampaio)
Pré-Renúncia... (lucas de meira)
proseando com Mariza (lourenço)
Sinfonia Selvagem (carolina bonis)
tábuas de marés (marcia maia)
Telescópio (nel meirelles)
Terra & Fogo
umbigo do sonho (adelaide)
Verso & Prosa (fred matos)
Vôos Blogueticos (ivy)
 

 

 

 

 

 

:: março 25, 2005 ::

Image hosted by Photobucket.com

a noite

na sala a penumbra descai
o abat-jour
e o dia
na subtracção dos momentos
exíguos


Helena Monteiro
Lisboa,7 de Março de 2005


dito por li stoducto


::permalink::

 


:: março 23, 2005 ::

Image hosted by Photobucket.com

LIBERDADE

(glória horta)

Que pena eu ter meu caminho
como um rio que corre sem misturar-se
como uma nuvem que passa sozinha
como uma estrada que segue sem bifurcar-se.

Que pena eu ser assim: sem afluentes.
Sem parcerias. Sem dono. Sem encruzilhada.
E ter a cara inteira, não metade. Que pena eu
ser total, não ter um trevo; uma esquina
Uma paralela, uma brecha.
Um espaço em mim, que pena eu ser assim: com divisas.
que pena eu ser assim: um sem outro.
Como um único sol e uma só lua.
E não como as meias: aos pares.


dito por li stoducto


::permalink::

 


:: março 17, 2005 ::

Image hosted by Photobucket.com

FRAGMENTOS

(sérgio godoy)


I

Na boca escura de sua noite

Sou frágil a seu tamanho

Incapaz de resistência

Na boca escura de sua noite

Deixo minha pele rasgar-se

Voraz é sua fome

Versátil é minha maneira

- Devora-me!



II

Com avidez mordi a fruta que de tão madura

Explodiu em minha boca

Doce

Doce sabor entre meus lábios…

Minha língua perdida em êxtase

Aos poucos tudo foi passando

Desaparecendo

Completamente de meu corpo



III

Aproximou-se de mim:

Incoerente

Mascarado

Pretendente de grande vitória

Afastou-se decepcionado

Inseguro

Ferido no peito

- Triste sedução!



III

Acordei e em meus pés um pássaro qualquer

Acabava de morrer

Agora seu corpo sem vida era apenas estátistica

Senti frio

Senti sono

Voltei a dormir



IV

Naturalmente

Pronto para servir:

Sou o pássaro morto em seu prato branco!



VI

Irei buscar-te

Mesmo que não queiras

Irei amenizar tuas lágrimas

- Simplesmente

( Sem tí também morreria )

Gritarei entre sombras e luzes

Tua voz

É minha voz

Infinito som no universo

Dois

E nada mais…



VI

Aos amores deixados no passado

Hoje trago lembranças

No futuro, minha presença

A vida com seus mistérios - Nem Marie Antoinette

Imaginaria…



VI

Eu que não suporto hipocrisia

Indiferença

Preconceitos e limitações

Solitário fico

Como ave de rapina

Atento

Meticuloso

Previsível



VII

Raízes firmes na terra

Folhas soltas ao vento

Germinar e crescer

Suceder

Momento de interdição

Infinito no horizonte…



VIII

Noite escura

Tão escura

E sem luar para nos espiar

Corro meus dedos em seu corpo

Tateando o mapa de seus cabelos

Chupando sua ereção

Gozando sobre meu peito

Umedecendo meu olhar…



IX

Na tua pele o sol

Na tua pele o sal

Brincar na areia

E se esconder

Em tuas mãos o tempo

Em teu corpo o vento



X

Teia

Aranha

Essa manha

Seu poder de paralisar

Na manhã fria

No nevoeiro

Gotas de fina chuva sobre seu olhar

Desdenhas

E

Desenha

Sua plena figura pronta para atacar

Teia

Aranha

Rendas de saliva

Balanço no ar…



XI

Revelação sem segredo

O céu aberto e simples

O vento

Revelação sem milagre

Sem pena

Sem lágrima

Revelação sem surpresa

Entregue

Exposto

Revelação sem retorno

Passagem

Movimento

Revelação de seus motivos

Inato

Inconcebível



XII

Brutalidade

Invasão

Poder e superioridade

Morre em segredo a justiça

Tudo passa rapidamente

Tudo se esquece

Pouco amor resta quando a sujeira na pele faz ferida

Expõe

E sangra

Tanta corrupção!



XIII

Em São João Del Rei

Vi bonecas de argila com olhos esbugalhados

Em Tiradentes vi igrejas caindo aos pedaços

Na Europa vi o ouro de Minas reluzindo em muitas casas…


dito por li stoducto


::permalink::

 


:: março 10, 2005 ::

Image hosted by Photobucket.com

manifesto

Para Li Stoducto



é sempre árduo o ofício de negar
de construir manhãs sem máculas
como se cada momento fosse único
como se cada instante fosse mágico

há que estar pronto pra passar por louco
há de suportar a solidão do espírito
que acomete aos que não cumprem ritos
e colhem escárnios deste mundo mouco

é sempre árduo negar a mídia
não se mediocrizar às razões em voga
deixar que pele nova cubra feridas
não tomar o passado como droga

porém

é preciso deixar nascer o novo homem
que não carregue a culpa antepassada
impossível de purgar porque herdada
e cuja lembrança é somente estorvo

é preciso construir o homem universal
aquele que as diferenças não separam
porque o negro é tão belo quanto o claro
e qualquer segregação é imoral

não quero aprisionar meu carcereiro
não quero matar meu assassino
não se construirá novo destino
continuando do passado prisioneiros



de Fred Matos


dito por li stoducto


::permalink::

 


:: março 04, 2005 ::

Images hosted by Photobucket.com


método e forma

(nel meirelles)

singrei cinqüenta
e cinco oceanos
rumando os limites
do meu próprio corpo

o canto do meu olho
no começo do infinito
se fez certeza
de outros oceanos
de poemas azuis
na pele contraída
pelos espamos do recomeço
eterno


dito por li stoducto


::permalink::

 


:: março 02, 2005 ::




tristesse

(adair carvalhais jr)




chorei como a lua que se
abriga de
manhã
procurei


te como a
água ao fogo onde já
não
estavas


meu corpo curvou
-se sobre teu
vazio enfermo de
tantos


degredos segui em
busca de
mais


nada


dito por li stoducto


::permalink::