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:: agosto 29, 2005 ::
 NÃO NO VERÃO
(Márcia Maia)
Atravessou a rua ainda zonza. Secura na boca. Coração explodindo no peito. A voz do médico ressoando nos ouvidos. Só mais seis meses. Talvez menos. Seria verão, então! Como poderia, no verão? Não se morre jovem, no verão! Talvez antes, disse o médico. E enquanto buscava uma saída, ele cuidava de fechar-lhe todas as portas. Cuidadosamente. Cientificamente. Foi quando viu o caminhão. Apressou o passo. E encontrou a solução. Em pleno inverno.
dito por li stoducto
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:: agosto 25, 2005 ::

O PIANO
(nálu nogueira)
Decifra-me. Se me queres, tenta-me. Há portas que estão apenas aparentemente fechadas. Abre-as. Uma delas dá acesso a uma sala e dentro dela há um piano. Entra. E toca-me. Se teus dedos produzirem música, terás me aprendido.
dito por li stoducto
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:: agosto 21, 2005 ::
 "Amantes" - por Nicoletta
LILITH (silvia sangirardi)
quando dou, não tomo multiplico, somo amo, mas não domo sou fada e gnomo quando eu dou, eu como.
dito por li stoducto
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:: agosto 11, 2005 ::

Movimento dos barcos
(jards macalé - capinan)
Estou cansado e você também Vou sair sem abrir a porta E não voltar nunca mais Desculpe a paz que eu lhe roubei E o futuro esperado que eu não dei É impossível levar um barco sem temporais E suportar a vida como um momento além do cais Que passa ao largo do nosso corpo
Não quero ficar dando adeus As coisas passando, eu quero É passar com elas, eu quero E não deixar nada mais Do que as cinzas de um cigarro E a marca de um abraço no seu corpo
Não, não sou eu quem vai ficar no porto Chorando, não Lamentando o eterno movimento Movimento dos barcos, movimento
dito por li stoducto
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