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:: setembro 30, 2005 ::

UM BOM DIA

(eliane stoducto)


Um bom dia pra morrer
é quando tudo está parado
não se ama, não se odeia
e tudo, aparentemente,
está tão calmo

Um bom dia pra morrer
é quando a saudade do que
não houve insiste, e então,
a gente fica triste

Um bom dia pra morrer
é quando o futuro
não mais nos instiga
com promessas obscenas
das coisas que nunca,
nunca, se conquista

É quando a vida, aos olhos,
se desbota, e o prazer
com as coisas que se tinha antes
já não brota

Um bom dia para morrer é hoje...


dito por li stoducto


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:: setembro 28, 2005 ::



Pororocas

(eliane stoducto)

Os prazeres do corpo
adoçam, alegram, cicatrizam.
Abaixo diques, represas!
Sinto o temporal caindo
no deserto. Secreto.
Liberando sumos. Virando Amazonas.
Abaixo a aridez!
Meus fluidos correm livres outra vez!
Quero foz, quero delta, quero muitas pororocas!
Quero muito! Quero mais! Do bom e do pior!
Quero aprender, crescer, evoluir
como a Mocidade na Sapucaí!
abraçando generosamente tudo que me cabe:
o ruim e o melhor! Sem restrições.
E poder finalmente concluir
que tudo depende do ponto de vista,
que são muitos, que são mis.
Abaixo maniqueísmos! Abaixo racismos!
Vivam os quereres! E os amores! E os desamores!
Mentes míopes, empoeiradas,
hipermétropes e cansadas
pouco podem perceber!
Visão estreita. Mente estreita.
Estreito é o nosso olfato, o nosso tato.
Faixas limitadas. Limitadíssimas.
O corpo é o limite! Socorro!
Quero jogar tanto xadrez quanto porrinha.
Admirar Picasso e Nilton Bravo.
Me deliciar com adoçante, sal marinho,
fel e açúcar mascavo.
Quero amar o ateu e a freirinha.
O belo e o feinho.
E amar. E ter prazer. E transcender.
O limite...


dito por li stoducto


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