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:: janeiro 29, 2006 ::

sempre
(silvia chueire)
sempre a lua cheia na imensa noite de verão o mundo pacífico sob o céu
sempre um sentido que não se percebe uma falta de sentido
a morte diz o homem depois de tanto esforço
e que importa o esforço?
dito por li stoducto
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:: janeiro 20, 2006 ::
"Me procurei a vida inteira e não me achei - pelo que fui salvo."
(Manoel de Barros)
dito por li stoducto
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:: janeiro 18, 2006 ::

Márcia Maia em Livro da Tribo
dito por li stoducto
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:: janeiro 15, 2006 ::

A MORTE ABSOLUTA
Manuel Bandeira
Morrer. Morrer de corpo e de alma. Completamente.
Morrer sem deixar o triste despojo da carne, A exangue máscara de cera, Cercada de flores, Que apodrecerão - felizes! - num dia, Banhada de lágrimas Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.
Morrer sem deixar porventura uma alma errante... A caminho do céu? Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?
Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra, A lembrança de uma sombra Em nenhum coração, em nenhum pensamento, Em nenhuma epiderme.
Morrer tão completamente Que um dia ao lerem o teu nome num papel Perguntem: "Quem foi?..."
Morrer mais completamente ainda, - Sem deixar sequer esse nome.
dito por li stoducto
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:: janeiro 05, 2006 ::
 foto de nuno lopez
geometrias
(adelaide amorim)
o vento passa em silêncio pelas folhas e o papel de leve se arrepia de obliqüidade
a sombra vela no círculo de vidro e o cinzeiro reinaugura sua constelação cotidiana
em muda geometria repousam plenos na forma que lhes cabe sem fome sede ou paixão
seres apenas que o olhar anima nem vegetais, nem pedras nem do mar : secretos
os objetos são como os poemas
dito por li stoducto
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